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Telemedicina: como funciona na prática?

A telemedicina é uma prática que vem sendo muito utilizada no Brasil. Impulsionada pela pandemia de Covid-19 e pelo avanço da tecnologia, ela começou a se popularizar, trazendo muitos benefícios para a classe médica e também para os pacientes. No entanto, muitos profissionais da área ainda têm dúvidas sobre a utilização e eficiência do processo. […]

A telemedicina é uma prática que vem sendo muito utilizada no Brasil.

Impulsionada pela pandemia de Covid-19 e pelo avanço da tecnologia, ela começou a se popularizar, trazendo muitos benefícios para a classe médica e também para os pacientes.

No entanto, muitos profissionais da área ainda têm dúvidas sobre a utilização e eficiência do processo.

Na prática, o que é permitido, segundo a legislação?

Afinal, o atendimento online é mesmo seguro?

Será que é realmente possível prestar uma assistência efetiva e humanizada às pessoas?

Esses são alguns dos principais questionamentos feitos pelos médicos que têm receio quanto ao uso da telemedicina.

Quer entender melhor como funciona essa modalidade?

Então, continue acompanhando para saber tudo sobre o assunto!

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O que é telemedicina

A princípio, a telemedicina abrange toda a prática médica realizada à distância.

Nesse sentido, trata-se de um recurso que utiliza a Inteligência Artificial (IA) para otimizar tratamentos e diagnósticos de forma segura e precisa.

Além de facilitar a troca de informações entre médicos de diversas especialidades, a telemedicina também amplia o acesso à saúde.

Afinal, permite levar os serviços médicos a qualquer lugar, desde que haja uma boa conexão à internet.

O que a legislação diz sobre o tema?         

Durante a pandemia, a medicina à distância ganhou avanços significativos só em termos de legislação.

Atualmente, a prática é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), através da Resolução CFM 1.643/2002.

Segundo as normas do Conselho, a telemedicina pode ser realizada nas seguintes situações:

  • Teleorientação: ou seja, quando o médico precisa orientar o paciente sobre como proceder;
  • Telemonitoramento: para supervisão e monitoramento de pacientes;
  • Teleinterconsulta: no debate de situações que têm por finalidade ajudar no diagnóstico e/ou tratamento.

Diante dessas três possibilidades, podemos dizer que o teleatendimento é uma forma de acompanhar as pessoas que mais precisam de apoio profissional.

Afinal, mesmo à distância o médico consegue saber se o paciente precisa ou não fazer algum exame.

Como exercer a telemedicina da maneira certa?

É importante que você saiba que, para manter o controle da atividade, é necessário registrar o atendimento prestado no ambiente digital.

Além disso, para exercer a telemedicina de maneira legal, você também precisa cumprir algumas regras, como:

  • Emitir receitas e atestados com a devida assinatura eletrônica;
  • As consultas devem ser realizadas prioritariamente em plataformas de empresas especializadas em softwares médicos, que garantam segurança, sigilo e integridade das informações;
  • Os atendimentos devem ser registrados em prontuários clínicos, com todas as informações necessárias.

Como usar o prontuário eletrônico na telemedicina?

Assim como em uma consulta presencial, na teleconsulta, o médico deve fazer o registro das informações do paciente em um prontuário eletrônico.

Além de ser um documento obrigatório, o prontuário eletrônico é uma ferramenta que auxilia na rotina do médico, otimizando tempo e conferindo agilidade aos atendimentos.

Desse modo, o prontuário deve conter:

  • Dados pessoais e informações clínicas relevantes sobre o paciente, além da evolução de seu quadro;
  • Atualização a cada novo contato com o paciente;
  • Horário e dia do atendimento bem como o meio utilizado para a consulta;
  • CRM do médico e seu Estado de registro.

Como fica a segurança dos atendimentos à distância?

O CFM e o Ministério da Saúde também determinam critérios rigorosos para manter a privacidade e o sigilo no armazenamento de dados do paciente.

Nesse aspecto, as chamadas de vídeo devem der protegidas por criptografia.

Além disso, o sistema utilizado pelo médico deve obedecer aos requisitos de segurança do CFM e da LEI Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Logo, a escolha da plataforma requer bastante cautela.

Leia este artigo e veja como escolher a melhor plataforma de telemedicina.

Quer uma dica? Separe um tempo para fazer uma pesquisa sobre os softwares disponíveis no mercado.

Mas, não se esqueça das responsabilidades financeiras e contábeis do seu consultório.

Para isso, conte conosco!

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